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domingo, março 08, 2009

MILK

Podemos gostar de filmes diferente pelos mais variados motivos. Motivos de cada um, o que faz com que amigos não gostem do mesmo filme, motivos que nos fazem não gostar de filmes que nossa cara metade adorou. E assim por diante.
Pois Milk me fascinou por falar de minha vida, de coisas que vivenciei ao longo da vida, de amigos e conhecidos com quem cruzei ao longo de anos. Desde a primeira cena, no metrô de Nova Iorque, o personagem enrustido que se esconde nas sombras me faz lembrar de várias histórias. Vale lembrar que a cena se passa em Nova Iorque em 1970. No Brasil, muito tempo depois, isso ainda ocorre....
O filme toca em questões chaves - a garantia dos direitos das minorias, sendo contra não só a homofobia com de todas as formas de preconceito contra aquilo que é diferente, fora dos padrões "normais"; a manutenção da esperança de cada um, entre outras. Enfim, não deixa de ser bom ver, enfim, nas telas do cinema, sendo visto por milhões de pessoas em todo o mundo, situações e angustias que supunhamos serem só nossas, sendo tratadas de forma respeitosa e simpática.
Sean Penn está fascinante e surpreendente no papel título. Oscar mais que merecido. James Franco e Emile Hirsch também.
Milk não é apenas uma história de amor. É uma história de elogio à vida, ao prazer e à alegria de existir e aproveitar a vida. A vida é efêmera, diz o filme, e é vivendo-a intensamente que damos sentido a ela.

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sexta-feira, março 21, 2008

Na Natureza Selvagem

Assistir a uma obra de arte como é esse filme do Sean Penn é sempre gratificante. Um filme belíssimo, que parte de um livro que conta uma história real, a de Chris McCandless em busca de sua identidade. Desaparecendo de sua família, adotando o nome de Alexander Supertramp, ele parte por uma viagem por vários estados americanos, conhecendo personagens fascinantes, outsiders da sociedade americana, até que ele chega ao Alaska, onde vai viver a mais radical experiência de vida na natureza, “na natureza selvagem”.

A fotografia é deslumbrante, a trilha sonora – de Eddie Vedder, o vocalista do Pearl Jam – perfeita. Sean Penn não nega que é um grande diretor de cinema – a forma como ele contrapõe a solidão do personagem central nas cenas da natureza exuberante do Alaska envolve o espectador de uma forma absolutamente estonteante e surpreendente. E mais do que isso, Emile Hisrch (de Alpha Dog) tem um desempenho magnífico. É um ótimo ator.

Um filme imperdível, não tenho dúvidas em dizer. Um dos melhores que já assisti nos meus inúmeros anos de cinema.

Enfim, um ótimo programa para esse feriado da sexta feira santa.

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